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Prevenção e Combate

Objetivos da prevenção e do combate

A prevenção e o combate ao mosquito Aedes aegypti, por meio de iniciativas permanentes e simples, objetivam evitar a sua proliferação, consequentemente diminuir o número de casos das doenças no país e minimizar o impacto na vida da população.

Ações de combate ao mosquito

Ações de prevenção e de controle do mosquito podem ser formuladas e executadas a partir da criação de um grupo intersetorial integrado por áreas como saúde, educação, infraestrutura, defesa civil e outras, que terá como tarefas:

  • Coordenar e apoiar ações de prevenção e combate ao mosquito em todo o território;
  • estabelecer planos de contingência de erradicação dos focos do mosquito que contemple todas as áreas;
  • elaborar e difundir entre os setores planos de trabalho;
  • buscar e consolidar dados com o objetivo de identificar áreas de risco e mapear as áreas de riscos;
  • assegurar recursos humanos e materiais para realização das ações;
  • buscar alternativas para recursos emergenciais (financeiros, humanos, estruturais, ...);
  • definir estratégias de assistência à população (saúde, assistência social, defesa civil, ...);
  • desenvolver plano de comunicação utilizando-se os meios disponíveis (rádio, site, carros de som, panfletos, ....) com a criação de materiais didáticos orientativos para a população, campanhas educativas em escolas e comunidades com os principais atores de modo a dirimir dúvidas e dificuldades de prevenção e combate ao Mosquito;
  • mobilizar e apoiar atividades das diversas lideranças sociais e comunitárias;
  • assegurar o funcionamento permanente de ações de fiscalização e monitoramento das equipes de vigilância, dos serviços de coleta e de tratamento de lixo.

Responsabilidades dos Entes federados

Trata-se da organização dos poderes públicos em torno da prevenção e do combate ao mosquito.

Coordenada pelos Ministérios da Integração Nacional, da Defesa e da Saúde visa trabalhar ações integradas entre os três Entes da Federação.

Estão envolvidos nestas ações gestores públicos de todas as esferas, além de agentes de controle de zoonoses e endemias, agentes comunitários de saúde e demais gestores que trabalham diretamente no controle de endemias vetoriais.

Coordenação da Força Tarefa

  • Presidência da República;
  • Ministério da Saúde;
  • Integração da Integração Nacional;
  • Ministério da Defesa;
  • Ministério da Educação.

Apoio da Força Tarefa

  • Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil;
  • Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica);
  • Ministérios da Saúde, Integração Nacional, da Defesa, da Educação;
  • Agência Nacional Vigilância Sanitária (ANVISA).
  • Coordenadorias Estaduais de Proteção e Defesa Civil;
  • Corpo de Bombeiros Militares;
  • Policias Militares;
  • Secretarias estaduais de Saúde, de Educação, de Planejamento, ....
  • Prefeituras;
  • Coordenadorias municipais de Proteção e Defesa Civil ou similares;
  • Secretarias municipais de Saúde e similares.
  • Agentes voluntariados;
  • Conselhos de políticas públicas;
  • Iniciativa privada;
  • Órgãos do Poderes Públicos federal, estaduais e municipais;
  • Órgãos não governamentais;
  • População;
  • Sindicatos;
  • Sociedade civil organizada;
  • Universidades;
  • entre outros.

1. Município

  • elaborar e incluir no Plano Municipal de Saúde ações emergenciais que envolvam a prevenção e o combate ao mosquito Aedes aegypti. Essas ações deverão ser aprovadas no Conselho municipal;
  • implantar um grupo intersetorial integrado por áreas como saúde, educação, assistência, infraestrutura, defesa civil, de vigilância, de comunicação, de pesquisa e de mobilização, entre outras julgadas relevantes, que receberão ações específicas para o combate e prevenção ao mosquito;
  • assegurar a agilidade no processo de notificação nos sistemas de monitoramento;
  • acompanhar e monitorar indicadores entomológicos do Município, como ocorrências e desfechos de casos decorrentes das doenças;
  • identificar nas Redes de Assistência à Saúde (RAS) as respectivas linhas de atenção e cuidados para os casos diagnosticados com o objetivo de encaminhar os pacientes para os devidos serviços;
  • manter equipes capacitadas e alertas para o desenvolvimento das atividades de assistência aos pacientes, vigilância epidemiológica e combate ao vetor.

2. Estados

  • elaborar o plano estadual de prevenção e controle de epidemias de doenças originárias do Aedes aegypti;
  • coordenar a elaboração dos planos regionais em sintonia com os planos municipais;
  • aprovar, nas Comissões Integradas, planos de prevenção e controle de epidemias estadual e regionais;
  • contribuir técnica e financeiramente com os Municípios, monitorando as metas pactuadas na CIB;
  • acompanhar e apoiar as ações municipais, por meio de reuniões periódicas de monitoramento;
  • promover capacitações dos profissionais envolvidos nas atividades de assistência, vigilância epidemiológica, controle de vetores e comunicação e mobilização;
  • garantir o acesso dos pacientes aos serviços sob gestão estadual, conforme pactuação, incluindo suporte laboratorial e regulação de leitos;
  • produzir campanhas de mídia, com criação de informes e materiais educativos.

3. União

  • contribuir técnica e financeiramente para a elaboração, execução e o monitoramento dos planos estaduais e municipais;
  • apoiar Estados e Municípios, com a disponibilização de recursos humanos, materiais, financeiros e tecnológicos para:
    • capacitação dos profissionais envolvidos nas ações de prevenção e combate ao Aedes aegypti;
    • mobilização e capacitação de usuários e movimentos sociais;
    • criação de Centros de monitoramento;
  • produzir e avaliar campanhas de mídia nacional, com a elaboração de informes e materiais educativos, podendo, em casos de epidemias circunscritas, realizar intensificação da mídia localizada, pactuada entre os gestores das três esferas;
  • mobilizar e instrumentalizar entidades da sociedade organizada e do setor privado, de âmbito nacional;
  • manter a articulação interministerial, por intermédio do grupo executivo específico, visando atenuar os macrodeterminantes envolvidos na manutenção do Aedes aegypti no ambiente;
  • fornecer equipamentos tecnológicos de mapeamento de áreas de riscos, como computadores para criação de bancos de dados e demais informações acerca das doenças causados pelo mosquito;
  • Disponibilizar veículos devidamente equipados para mapeamento e combate aos focos e demais atividades pertinentes, Modernização dos Centros de Pesquisas e de Diagnósticos contra vetores do mosquito.

Faça a sua parte!

Ao seu Redor

  • Limpar as calhas e lajes das casas. Se houver piscina, deve-se tratar adequadamente a água, pois ela é um grande foco de água parada;
  • Manter recipientes e locais de armazenamento de água, como caixas d’água, poços/cisternas/cacimbas, latões e tambores, muito bem fechados;
  • Guardar as garrafas vazias de boca para baixo;
  • Eliminar a água acumulada em plantas como bambus, bananeiras, bromélias, gravatás, babosa, espada-de-são-jorge, entre outras;
  • Entregar pneus inutilizados (inservíveis) para a equipe de limpeza pública, ou orientar a quem quiser conservá-los que o faça em locais protegidos da água da chuva;
  • Verificar se existem pneus, latas ou qualquer outro objeto que possa acumular água em terrenos baldios;
  • Identificar na vizinhança a existência de casas desocupadas e terrenos vazios, e localizar os donos para verificar se existem criadouros do Aedes aegypti.
  • Evite, sempre que possível, o uso de pratos nos vasos de plantas. Caso opte por sua utilização, não deixe acumular água neles e nos xaxins;
  • Coloque areia, preenchendo o prato até sua borda, ou lave-o, semanalmente, com esponja ou bucha e sabão, para eliminar completamente os ovos do mosquito;
  • Lave os bebedouros de animais com escova, esponja ou bucha e sabão, e troque a água pelo menos uma vez por semana;
  • Não deixe qualquer depósito de água aberto (ex.: potes, tambores, filtros, tanques e outros). Como o mosquito é bem pequeno, qualquer fresta, neste tipo de depósito, é suficiente para a fêmea conseguir colocar os ovos e iniciar um novo ciclo.
  • Não jogar lixo em terrenos baldios.
  • Manter o lixo tampado e seco
  • Tampar as garrafas antes de colocá-las no lixo
  • Separar copos descartáveis, tampas de garrafas, latas, embalagens plásticas, enfim, tudo que possa acumular água. Fechar bem em sacos plásticos e colocar no lixo.

C

  • Aquário: tampe com tela fina ou tenha peixes que comam larvas.

C

  • Baldes: guarde com a abertura para baixo e em local coberto.

C

  • Copos de água para santo: tampe com pano ou pires. Lave bem.

C

  • Filtros de água ou moringas: devem ficar tampados. Na falta de tampa proteja com pano de prato.

C

  • Flores na água: lave os vasos com bucha; troque a água a cada dois dias. Troque por flores plantadas na terra

C

  • Pratinhos de vasos: elimine ou encha de areia até a borda. O certo é não sobrar espaço entre o vaso e o prato para evitar os depósitos de água.

C

  • Ralos: coloque água sanitária ou desinfetante se houver água parada.

C

  • Vasos sanitários: sem uso, mantenha sempre tampados.

F

  • Balanço feito de pneu: faça um furo na base para evitar o acúmulo de água.

F

  • Bromélias: regue com mangueira de pressão duas vezes por semana.

F

  • Caixas d’água: mantenha-as completamente tampadas, sem vãos.

F

  • Calhas: mantenha-as limpas para não entupir ou acumular água.

F

  • Cemitérios: evite levar vasos ou deixar flores na água nos túmulos.

F

  • Cercas de bambu: corte o bambu na altura do nó

F

  • Lajes: desentupa os pontos de saída para a água não empoçar.

F

  • Lonas de piscina: ponha boias sob a lona para evitar água de chuva empoçada.

F

  • Muro com cacos de vidro: coloque massa de cimento

F

  • Goteira: dê fim nos recipientes para coletar água. Se não puder, encha de areia até a borda.

F

  • Piscinas: não há risco se a água estiver tratada. Do contrário, são os verdadeiros berçários de mosquitos de todos os tipos.

F

  • Pneus: guarde em local coberto e seco. Se estiverem molhados, enxugue a água e jogue um pouco de sabão em pó dentro.

F

  • Troncos ocos de árvore: preencha os buracos com areia, terra ou massa de cimento.

L

  • Entulho: latas vazias, plásticos e lonas podem criar reservatórios de água parada. Elimine-os.

Recomendações da CNM

A responsabilidades de cada Ente federativo nesses planos deve ser pautada e definida, sob pena de falhas nas ações de prevenção e combate ao mosquito.

No atual site, as prefeitas e os prefeitos tem acesso ao material de apoio – cartazes, banners e folders para serem baixados e impressos para auxiliar nas locais de cada Município do Brasil.