Logotipo CNM Muncípios Contra a Dengue

Envie-nos seu material, boa prática, sugestões, ideias, opiniões e dicas

Diagnóstico Situacional

Você quer conhecer a realidade de seu Município? Faça um diagnóstico!

O diagnóstico situacional é importante para o levantamento de problemas, que por sua vez fundamenta o planejamento estratégico situacional, permitindo o desenvolvimento de ações de saúde mais focais e efetivas em relação aos problemas encontrados.

Através de uma análise macro, as ações e estratégias poderão ser definidas baseadas nas possibilidades e especificidades do seu Município.

Para construir um diagnóstico municipal efetivo, sugere-se como passos:

Nesta etapa é necessário recolher dados gerais acerca do Município, a partir de fontes secundárias. Estas informações gerais contextualizam sumariamente aspectos sociais e geográficos do Município nos quais são considerados os espaços sociais, políticos, financeiros e ambientais do problema.

Neste passo, sugere-se o levantamento dos seguintes itens:

Identificação do Município

  • Prefeito e Vice-prefeito;
  • Vocação econômica predominante;
  • Macrorregião (todos os Municípios que a compõem);
  • Município-pólo na região;
  • Contatos do Município (Endereço, telefones, fax, e-mails, facebook, twitter, ...);
  • Organograma.

Dados geo-climáticos

  • Extensão territorial;
  • Distância da capital;
  • Distância do Município-pólo;
  • Temperatura média;
  • Recursos e edificações hídricas (rios, lagos, poços, barragens, ...);
  • Vegetação;
  • % de urbanização;
  • % de cobertura de atendimento de captação, tratamento e distribuição de água e esgotamento;
  • Níveis pluviométricos.

Dados populacionais

  • População residente:
    • Urbana
    • Rural
    • Total

Nesta etapa, o gestor deve registrar e coletar dados relativos a todos os estabelecimentos de serviços públicos e conveniados de atendimento à população disponíveis no Município.

Como exemplos:

  • Estabelecimentos de ensino;
  • Creches;
  • Coordenadoria de proteção e defesa civil;
  • Hospitais públicos;
  • Hospitais privados;
  • Unidades Básicas de Saúde;
  • SAMU;
  • Laboratórios;
  • Corpos de bombeiros militares;
  • Centro de Atenção Psicossocial-CAPS;
  • Núcleo de Vigilância Sanitária Municipal;
  • Cooperativas.

Neste momento, deve-se caracterizar os profissionais que executam atividades voltadas à assistência à população, considerando ações de promoção, prevenção e combate, como:

  • equipes saúde da família (ESF);
  • garis;
  • assistentes sociais;
  • bombeiros civis;
  • bombeiros militares;
  • médicos generalistas;
  • médicos especialistas;
  • Agentes de combate a Endemias;
  • Agentes comunitários de Saúde;
  • farmacêuticos;
  • bioquímicos;
  • professores.

A caracterização engloba não somente o quantitativo, mas também a função, a lotação, o grau de instrução,...

Análise epidemiológica do Município com verificação das áreas de maior risco de ocorrência de casos de dengue, zika e chicungunya, por meio do monitoramento de indicadores.

A situação epidemiológica deve abranger os seguintes indicadores:

  • Número de casos notificados semanalmente;
  • Incidência semanal (diagrama de controle);
  • Número de casos graves;
  • Número de internações por dengue/zika/chicungunya;
  • Número de óbitos;
  • Introdução/Reintrodução de um sorotipo;
  • Número de atendimento dia/semana nas Unidades de Saúde;
  • Índice de Infestação Predial (%).

Os casos devem ser acompanhados de informações que consigam identificar os doentes além do quantitativo. Idade, sexo, endereço de residência, endereço das atividades, histórico de deslocamento podem ajudar o Município a planejar e melhor focar suas ações de combate.

O Plano de Contingência tem o intuito de fortalecer a articulação entre as áreas e serviços envolvidos no enfrentamento das doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti, além da articulação intersetorial.

Para complementar esse instrumento, o Município deve se valer de todas as informações possíveis que possam direcionar e focar as ações de prevenção e de combate. Como exemplo de informação, são os relatórios dos profissionais que estão diretamente em campo e em contato com as pessoas – esses profissionais são os “olhos” do Município.

O principal objetivo do Plano de Contingência consiste em integrar todos os serviços do Município, a partir de discussões e do planejamento de ações que se enquadrem na realidade e na possibilidade de execução.

São opções de estratégias que podem ser desenvolvidas para o Plano:

  • Criar, aprimorar e pactuar os instrumentos padronizados de coleta de dados (formulários, sistemas, procedimentos, protocolos ...);
  • Instituir fluxos ou meios que façam chegar ao Grupo Intersetorial informações, dados ou materiais;
  • Definir prioridades das ações de controle, prevenção e combate;
  • Articular junto ao Grupo Intersetorial o desenvolvimento de ações e atividades de acordo com o nível de atenção;
  • Estabelecer responsabilidades e periodicidade das atividades de cada instituição, órgão e profissional envolvido;
  • Garantir estoque estratégico de insumos e medicamentos;
  • Elaborar um plano de comunicação entre Grupo Intersetorial, profissionais envolvidos e população de maneira a difundir o conhecimento e as boas práticas;
  • Elaborar material de apoio para as ações de comunicação
  • Orientar a divulgação e distribuição de materiais educativos.
  • Divulgar boletins para a população no site da Secretaria Municipal de Saúde